Site para corretor de imóveis: o que precisa ter
O que o site de corretor precisa ter na página inicial e em cada imóvel, quanto custa, como aparecer no Google e como manter o site em dia.
Um site para corretor de imóveis precisa mostrar os imóveis que você tem agora, cada um com fotos, preço, bairro e um botão que abre o seu WhatsApp, além do seu nome e do seu CRECI. O resto é acabamento. E ele precisa estar em dia: site com imóvel vendido no ar trabalha contra você.
Este guia mostra o que vai em cada página, quanto custa cada caminho e onde a maioria dos sites de corretor quebra, que é na hora de manter.
Corretor precisa de site se já tem Instagram?
Precisa, porque os dois fazem trabalhos diferentes.
O Instagram mostra o que você postou por último. O apartamento de três semanas atrás está lá embaixo no feed, e quem abre o seu perfil tem de rolar para achar. O site mostra tudo o que está disponível de uma vez, separado por venda e aluguel e por bairro.
O site também aparece no Google. Quem busca “apartamento à venda em Pinheiros” pode cair na página do seu imóvel. Post de Instagram quase nunca aparece nessa busca.
E o site é seu. No portal, o seu anúncio fica ao lado do anúncio do concorrente, e o portal decide quem aparece primeiro. No seu site, só tem você. Se a mensalidade do portal sobe ou o plano acaba, o site continua no ar.
O que a página inicial precisa ter
Quem chega na página inicial quer saber três coisas em poucos segundos: quem é você, onde você atua e o que você tem para mostrar.
- Seu nome, “corretor de imóveis” e o número do CRECI, no topo.
- Uma foto sua, de rosto. O cliente quer ver com quem vai falar antes de chamar.
- As cidades e os bairros onde você trabalha.
- Os imóveis disponíveis, com filtro de venda e aluguel.
- Um botão de WhatsApp que aparece sem precisar rolar a página.
É a mesma lógica da bio do Instagram, com mais espaço. Texto longo sobre missão e valores pode ficar de fora: ninguém lê antes de ver os imóveis.
O que cada página de imóvel precisa ter
A página do imóvel é a que mais recebe visita, porque é ela que você manda no WhatsApp e é ela que o Google mostra. Ela precisa responder, antes de qualquer pergunta, se vale a pena chamar você.
| Item | Por quê |
|---|---|
| Título com tipo e bairro | “Apartamento com varanda no Centro de Osasco” diz o que “Oportunidade única” não diz, e é o que a pessoa digita no Google |
| A melhor foto primeiro | É ela que aparece na prévia quando você manda o link no WhatsApp |
| Todas as fotos, na ordem de uma visita | Fachada, sala, cozinha, quartos, banheiros, área externa |
| Preço | Imóvel sem preço gera pergunta, não visita |
| Quartos, vagas, área e condomínio | O cliente filtra por isso antes de chamar |
| Descrição do que a foto não mostra | Rua tranquila, sol da manhã, escola a duas quadras |
| Botão de WhatsApp com mensagem pronta | A mensagem já cita o imóvel, e você sabe de qual o cliente está falando |
| Código ou referência | Ajuda quando o cliente liga e não lembra qual era |
Para as fotos, veja como tirar foto de imóvel com o celular. Para a descrição, há modelos em texto para anúncio de imóvel.
O que a lei pede no site do corretor
Três regras valem para o site do mesmo jeito que valem para a placa e para o post.
Nome, “corretor de imóveis” e CRECI. A Resolução COFECI 1.065/2007 manda o corretor pessoa física divulgar o nome seguido da expressão “corretor de imóveis” (ou “profissional liberal”) e do número de inscrição no CRECI, em qualquer tipo de divulgação. A expressão não pode ter menos de 25% do tamanho do nome, e pessoa física não pode usar nome de fantasia. O Manual de Divulgação do CRECI-SP, de 2023, põe website e redes sociais na lista com todas as letras.
Autorização por escrito de cada imóvel. A Lei 6.530/1978, no artigo 20, proíbe anunciar transação que o proprietário não autorizou por documento escrito. Imóvel no site é anúncio.
Registro do lançamento. O mesmo artigo exige, no anúncio de imóvel loteado ou em condomínio, o número de registro do loteamento ou da incorporação no Registro de Imóveis.
E se o site recebe nome e telefone por formulário, a LGPD vale para você, porque você usa o dado no trabalho, não para fins pessoais. A lei pede que a pessoa saiba, de forma clara, para que o dado serve, quem cuida dele e como falar com você sobre isso. O jeito comum de cumprir é uma página de privacidade com um contato.
Como o site de corretor aparece no Google
Site novo não aparece no Google no dia seguinte, e a plataforma não resolve isso sozinha. O que ajuda de verdade:
- Uma página por imóvel, cada uma com título próprio. “Casa com 3 quartos à venda em Barueri” é o que alguém digita. Uma página só, com a lista inteira, não responde a busca de ninguém.
- Uma página por bairro, quando você tem dois imóveis ou mais nele. “Apartamentos à venda em Pinheiros”, com os seus imóveis de lá, responde uma busca que nenhum imóvel sozinho responde.
- O site no Search Console. É grátis: você avisa o Google que o site existe e manda o sitemap, a lista de páginas. O próprio Google recomenda sitemap para site novo e com poucos links apontando para ele, que é o caso do site de corretor que acabou de nascer.
- Links para o site na bio do Instagram, no WhatsApp Business e no Perfil da Empresa no Google.
Duas expectativas para acertar antes. O Google não garante que vai indexar todas as páginas, e diz isso na própria documentação. E imóvel à venda não tem resultado especial na busca, como receita ou produto têm: a página aparece como um resultado comum, com título e descrição. Por isso o título de cada página pesa tanto.
Domínio próprio ou endereço da plataforma?
Domínio próprio é o endereço com o seu nome, como joaosilvacorretor.com.br. No Registro.br, o .com.br custa R$ 40 por ano. Ele fica bem no cartão e na placa, e é seu: se você trocar de plataforma, o endereço vai junto. Registre no seu CPF, e não no da empresa que faz o site, para não ficar preso a ela.
O endereço da plataforma, como seunome.plataforma.com.br ou plataforma.com/seunome, não custa nada a mais e aparece no Google do mesmo jeito. A diferença é que ele fica com a plataforma se você sair. Para começar, ele resolve. O domínio pode vir depois, quando o site já estiver trazendo cliente.
Dá para ter site de corretor de graça?
Dá. O Google Sites e o plano grátis do Wix não cobram, mas você cadastra cada imóvel à mão e o endereço fica com a plataforma. O custo vira o domínio, se você quiser um, e o seu tempo. Para quem tem três ou quatro imóveis, funciona. Com mais que isso, o cadastro começa a ficar para depois.
Quanto custa um site de corretor
Há quatro caminhos, e o preço de cada um diz pouco se você não olhar quem faz o trabalho de todo dia. Os valores abaixo saíram das páginas oficiais em 13 de outubro de 2026.
| Caminho | Quanto custa | Quem cadastra cada imóvel |
|---|---|---|
| Montar sozinho no Wix, no WordPress ou no Google Sites | De grátis a um plano mensal, mais o domínio | Você, um por um, em cada página |
| Plataforma de site imobiliário para autônomo | R$ 74,99 por mês na ImobiBrasil e R$ 129,90 na Tecimob, nos planos de entrada; a Tecimob cobra R$ 499,90 de implantação opcional | Você, no sistema, que manda o imóvel para o site e para os portais |
| Plataforma pensada para imobiliária | O plano de entrada da Kenlo é R$ 247 por mês no ciclo anual | A equipe, no sistema |
| Site sob medida, com agência ou freelancer | Orçamento fechado, mais a manutenção | Quem você pagar para isso, ou você |
Some o ano inteiro antes de decidir: mensalidade, implantação, domínio e o tempo que você vai gastar cadastrando. Uma plataforma barata que pede duas horas por semana de cadastro sai cara.
Por que site de corretor fica desatualizado
Site de corretor perde cliente quando para de ser atualizado, não por falta de visita.
Cada imóvel novo vira cadastro em vários lugares: portal, CRM, Instagram, site. O imóvel entra no Instagram no dia da captação e fica para depois no site. O vendido continua no ar. Em três meses, o cliente liga por um imóvel que não existe mais e desconfia do resto.
Antes de escolher qualquer ferramenta, responda: quem vai cadastrar cada imóvel, e quando? Se a resposta for “eu, quando sobrar tempo”, escolha o caminho que pede menos cadastro, não o que tem mais recurso.
Os erros que mais afastam o cliente
- Imóvel vendido ou alugado ainda à venda.
- Página sem preço, ou com “consulte” em todos os imóveis.
- Foto escura, torta ou com a placa de outra imobiliária.
- Formulário de contato que manda para um e-mail que ninguém abre. O cliente de imóvel quer WhatsApp.
- Site que demora a abrir no celular. Quase todo mundo chega pelo celular, pelo link que você mandou.
Como ter um site sem cadastrar imóvel duas vezes
Há dois jeitos de não cadastrar o mesmo imóvel duas vezes.
O primeiro é a plataforma que leva o imóvel do sistema para o site e para os portais. Você cadastra uma vez, no sistema dela, e ele sai em vários lugares. Funciona bem para quem já anuncia em portal e cadastra tudo no sistema.
O segundo é o do Loopy Studio, feito para o corretor que divulga mais nas redes. Você manda as fotos e os dados do imóvel pelo celular, e o mesmo envio vira a página do imóvel na sua página de imóveis, em imoveis.withloopy.com/seu-nome, com fotos, preço, diferenciais e o seu CRECI no topo. Vira também o post com a sua marca para Instagram, Facebook, TikTok e Perfil da Empresa no Google. Quando você tem dois imóveis ou mais no mesmo bairro, nasce a página do bairro.
O botão de WhatsApp de cada imóvel já abre com a mensagem “Olá! Vi este imóvel na sua página”, seguida do nome do imóvel. Quando você marca o imóvel como vendido ou alugado, ele ganha o selo, fica assim por até 30 dias e sai da página. Quem abre a página vê que o imóvel saiu antes de chamar.